[Análise] Anthem

13/03/2019 11:28 por Heber da Silva Moreira
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Anthem (que significa "hino" em inglês) é o último lançamento da Bioware (responsável por franquias de jogos famosos como Mass Effect e Dragon Age) que foi publicado pela Electronic Arts (EA) para Xbox One, Playstation 4 e PC.

Anthem é um jogo do gênero MMO (que seria “multijogador online massivo” em inglês) no estilo “looter shooter”, que seria jogo de tiro em 1ª pessoa (como Destiny, onde você não vê seu personagem, apenas partes externas, como armas, braços, etc) ou 3ª pessoa (no caso de Anthem), e conforme você joga você coleta itens (o “loot”) que vão te permitir criar novas armas ou melhorar seu personagem para novos desafios no jogo.

Anthem tela inicial

O jogo começa após um grupo de lanceiros (do qual o protagonista faz parte) tentar invadir o “Cerne da Ira”, que é um local resultante de uma cidade destruída após o “Dominion” (a principal facção inimiga do jogo) querer controlar uma relíquia criadas pelos Formadores (“deuses” do jogo) e dessa forma ter acesso ao Hino da Criação, que seria uma energia sagrada que permite criar ou destruir qualquer coisa.

Dois anos após esse ataque mal sucedido (que matou vários lanceiros) ao Cerne da Ira, o jogador-protagonista aparece no Forte Tarsis, que é um abrigo fortificado onde são obtidos os contratos (missões) através das facções existentes no forte : a agência Corvus (que seria equivalente a CIA americana), da onde vêm as missões principais pro término do jogo; os reguladores, que são uma facção criminosa, equivalente a máfia; os arcanistas, que possuem o conhecimento das das criações dos formadores, como as relíquias; e os sentinelas, que são responsáveis pela segurança do Forte.

O jogador no início do jogo só possui acesso a uma lança, que é uma armadura no estilo do Homem de Ferro, que permite ele voar fora do forte e ter acesso a armas e escudos afim de enfrentar as facções inimigas : o Dominion , uma sociedade militar que pretende dominar o mundo, e os Bandidos, que foram pessoas exiladas das cidades e abrigos, como o Forte, devido a crimes cometidos; e criaturas enormes como os Titãs e outras mutações, além das tempestades e outras catástrofes causadas pelo Hino da Criação.

As lanças que o jogador pode escolher no início são : Patrulheiro (que até o momento é a minha favorita no jogo), que seria a lança mais equilibrada entre agilidade e potência de tiro; Tempestade, que seria equivalente ao arcano de Destiny, com uso de habilidades elementais como choque e fogo; Colosso, que é a armadura mais pesada tanto em termos de velocidade como artilharia; e o Interceptador, que é a lança mais rápida, com foco em agilidade e ataques rápidos.

Infelizmente, a escolha de lanças (que são desbloqueadas conforme você progride no jogo) e melhorias nas mesmas só pode ser feita na Forja, que fica no centro do Forte Tarsis, da onde normalmente você entra na armadura pra fazer as missões (o mesmo local mostrado na tela inicial do jogo).

Escolha de equipamentos na Forja

Cada armadura possui duas habilidades para serem usadas no jogo (que possuem um tempo para serem usadas novamente) e uma habilidade ultra, que leva mais tempo pra ser recarregada que as outras duas, mas que em compensação tem um poder de destruição bem maior. Além disso, só é possível escolher duas armas diferentes, sendo uma delas (o Canhão) só disponível para o Colosso (não joguei com o Interceptador ainda, então não sei se ele possui uma arma diferente).

Além disso, cada lança possui um dispositivo de suporte, que pode ser um escudo contra projéteis no caso do Patrulheiro, ou um grito de guerra para atrair inimigos, no caso do Colosso; e abas de componentes (que são desbloqueados conforme aumenta o nível do jogador), que servem para aumentar o dano de armas, habilidade ultra, etc.

Por fim , o jogo possui um sistema de combos (confesso que vi acontecer poucas vezes) que são ativados de acordo com os elementos da natureza. Por exemplo, se um inimigo estiver numa nuvem de gás tóxico, usando alguma habilidade com fogo, como uma granada explosiva, pode ativar um combo que irá causar dano extra.

Semelhante ao nível de luz de uma classe em Destiny, cada dispositivo ou arma usados na lança possui um nível de potência, que somados dão o nível total de potência da lança, mostrado no canto superior direito (da tela de equipamentos mostrada anteriormente) ao lado do tipo da armadura.

Customizações visuais

Ainda dentro da Forja, como aparece na imagem acima, é possível modificar ou comprar (com dinheiro real ou moedas ganhas no jogo) as partes da armadura. No momento, tem poucas opções na loja do jogo, e as customizações se aplicam mais em relação ao material e a cor escolhida, que se dividem entre as partes da lança.

Pinturas e materiais da armadura

Terminando as opções da Forja vem a escolha das lanças. Como mostra na imagem abaixo, quando fiz a captura da tela só tinha 2 lanças desbloqueadas para escolher.

Escolha das lanças

Apesar dos comentários na Internet sobre o jogo ter sofrido downgrade (que seria diminuição da resolução dos gráficos), pelo menos jogando em Full HD (como não tenho uma TV 4K) eu achei um dos jogos mais bonitos dessa geração de consoles, como Red Dead Redemption 2 e outros, como Destiny. Como imagens valem mais que 1000 palavras, seguem algumas abaixo.

Bar dentro do Forte Tarsis

Local dentro do Forte

Sobrevoando Bastion

Dentro de uma caverna

Outro local que é desbloqueado no jogo após fazer algumas missões é a Doca de Lançamento, que é uma sala onde você encontra outros jogadores, podendo inclusive já iniciar uma expedição (acredito que seja com os próprios, já que são exibidos poucos jogadores), além de também poder usar a Forja, entre outras coisas.

Sala da doca de lançamento

Após entrar na armadura escolhida, o jogador tem 4 tipos de expedições disponíveis: fazer contratos adquiridos com personagens do Forte, que normalmente são feitos com mais 3 jogadores (é possível fazer sozinho, mas não é recomendado pois além de ganhar menos pontos de experiência para subir de nível, você tem que enfrentar os mesmos inimigos que você teria jogando em equipe); jogar sozinho no modo livre, podendo explorar livremente as áreas de Bastion e além disso encontrar outros jogadores e coletar consumíveis que irão ajudar na criação de armas e itens para a lança, assim como poder fazer eventos no mundo que proporcionam experiência, moedas e itens; jogar as fortalezas, que são missões mais longas e difíceis que os contratos, e com um chefe difícil pra vencer no final; e por fim, fazer missões aleatórias que contam para completar desafios do jogo e também auxiliar outros jogadores nos seus contratos e missões ao fazer parte da equipe de lanceiros.

Ao fim de cada missão é mostrado quantos pontos de experiência cada jogador conseguiu, além dos bônus do sistema de Aliança se você tiver amigos (ou pessoas que você jogou recentemente) na plataforma que você estiver jogando (PC, Xbox ou Playstation) e que também estão jogando Anthem. Leia aqui para saber mais sobre o sistema de Aliança.

Final de uma expedição

Além dos gráficos maravilhosos do jogo, o gameplay é muito fluido, podendo atirar planando no ar, ou no chão como qualquer outro jogo de tiro, com as armas bem fáceis de usar equivalente a outros shooters online como Destiny e The Division. Voar também é muito fácil e faz você realmente se sentir o Homem de Ferro, mas após um tempo a armadura sofre aquecimento te forçando a pousar, o que pode ser evitado passando pela água ou uma cachoeira, os quais muitas vezes não estão disponíveis.

Infelizmente, por ser online as vezes o personagem fica “congelado” durante o jogo, com dificuldades para se movimentar ou mesmo atirar (lembrando que esse tipo de problema é bem comum em jogos online) e mais frequentemente tem problemas de conexão com servidores, que também acontece em outros jogos (Destiny por exemplo, tem esse problema desde o primeiro jogo lançado em 2014).

Mas tirando os problemas de conexão que são ocasionais e as missões serem repetitivas (que aliás é outra coisa comum de jogos do gênero MMO, como World of Warcraft que já está vários anos no mercado), como resolver quebra-cabeças, ajudar outros lanceiros e limpar áreas de inimigos, os excelentes gráficos e recursos do gameplay compensam bastante seus defeitos.

Apesar da campanha curta em se tratando de um MMO (eu terminei com aproximadamente 20h), o jogo que deve ser um jogo a longo prazo como Destiny já tem previsto mais 3 atos nos próximos 3 meses, que são atualizações no conteúdo (estória e missões) já a partir deste mês de março, com o Ato I – Ecos da Realidade.

Enfim, eu achei o jogo excelente apesar das críticas e ter os problemas mencionados anteriormente, mas entendo que ele faz parte de um gênero bem específico, que além de ser um jogo de tiro com missões repetitivas (apesar de ter vários tipos de missões e cada uma ter uma finalidade diferente de acordo com o que foi solicitado) que permite o jogador progredir através de ganhar e construir dispositivos e armas melhores, o jogo também é online, que depende de conexão com Internet o tempo todo, além da qualidade da conexão e até mesmo o tipo de armazenamento que você possui (um HD normal ou SSD) poder influenciar no jogo, já que os outros jogadores podem ter um HD ou uma Internet melhor que a sua e dessa forma te fazer perder partes dos diálogos da missões ou até mesmo entrar na partida depois deles ou ficar para trás durante a batalha.

Dessa forma , é preciso avaliar se compensa pagar o preço de um jogo de lançamento (na faixa de R$200 a versão Standard incluindo descontos para quem possui EA ou Origin Access no Xbox ou PC, respectivamente; ou alguma promoção no caso da PSN para o PS4); ou esperar cair o preço daqui alguns meses, quando provavelmente haverá mais conteúdo para o jogo também.

Nota : 5/5 - Excelente

Ficha Técnica
Título: Anthem
Plataformas: PC, PlayStation 4 e Xbox One.
Desenvolvedora: BioWare
Distribuidora: Electronic Arts


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