[Análise] Super Meat Boy para Nintendo Switch

06/02/2018 15:21 por H. Sanchez
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Super Meat Boy foi originalmente lançado em 2010, e desde então se consagrou como um jogo indie de plataforma bastante desafiador. Confesso que apesar de já ter conhecimento da existência do game, inclusive possuí-lo na biblioteca do Playstation 4 como jogo fornecido gratuitamente pela PS Plus, nunca tinha sequer efetuado o download do jogo; porém ao reaparecer uma oportunidade de jogar o título, agora no Nintendo Switch, vi tal situação com outros olhos, talvez por acreditar que o modo portátil do console da Nintendo casaria perfeitamente com a proposta do jogo, que possui níveis (estágios) de curta duração, podendo ser uma companhia perfeita para jogatinas “casuais” em viagens e filas de espera.

Screenshot de Super Meat Boy

Screenshot de Super Meat Boy

A premissa de jogo é bastante simples, porém inusitada: o jogador assume o controle de um pequeno “pedaço de carne ambulante” que tenta resgatar sua namorada das garras do vilão Dr. Fetus. A história se torna apenas um plano de fundo para um jogo de plataforma com gameplay sólido que consegue com o uso de apenas dois botões de ação (um para correr e outro para saltar), o jogo consegue entregar uma desafiante mecânica de dificuldade crescente ao longo de diversos cenários que tentam recriar os ambientes em estilo 16 bit, com direito a níveis contra chefes ao final de cada um dos 7 mundos.

Sua mecânica simples propicia um jogo focado no desafio, e na frustração, sabe a jogatina casual em que comentei no início? Esqueça, o jogo consegue muito bem ser hardcore quando quer.

O jogo combinou muito bem com o modo portátil do Nintendo Switch, porém existe uma ressalva: a ausência de um D-Pad convencional pode dificultar a vida até dos jogadores mais familiarizados com o controle do console da Nintendo, confesso que eu mesmo tive que “apelar” para o uso do Pro Controller para conseguir passar de alguns níveis. Existe ainda a possibilidade de jogar com o analógico, mas eu particularmente achei ainda mais difícil em virtude da maior sensibilidade.

A versão de Nintendo Switch apresentou um modo inédito (Race Mode) em tela split-screen no qual 2 jogadores se enfrentam durante as diversas fases do game em busca do melhor tempo.

Eu pessoalmente senti falta do uso do HD Rumble do console, pode ser uma funcionalidade dispensável no final das contas, mas seria bastante legal sentir o controle chacoalhando com a explosão do protagonista durante a animação de “game over”, por exemplo.

Misturando elementos de gameplay simples com uma jogabilidade desafiadora Super Meat Boy conseguiu mostrar com maestria que, apesar da sua idade, chegou a tempo de desfrutar da atual receptividade positiva dos jogos indie na mais nova plataforma da Nintendo, tanto que conseguiu alavancar volumes de vendas próximas aos da data de sua estreia no Xbox 360, 8 anos atrás.

Nota: 4/5 - Ótimo

Ficha Técnica
Título: Super Meat Boy
Plataformas: Nintendo Switch (versão analisada), Xbox 360, Windows, OS X, Linux, PlayStation 4, PlayStation Vita e Wii U.
Desenvolvedora: Team Meat
Distribuidora: Team Meat
Preço: US$ 14,99 (eShop)

Prós:
Dificuldade crescente;
Fator replay interessante (e praticamente obrigatório);
Jogabilidade recompensante;
Trilha sonora competente (principalmente nos estágios com chefes);
O Race Mode é um acréscimo bem vindo para edição do Nintendo Switch.

Contras:
A dificuldade punitiva em algumas fases pode desestimular o progresso para alguns jogadores;
Ausência do uso da funcionalidade do HD Rumble;
Apesar de ser mais um contra do próprio console do que do jogo em si, a ausência de um D-Pad pode dificultar ainda mais ainda o jogo para alguns.


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