[Análise] Resident Evil 7: Biohazard

02/02/2017 06:42 por Leandro Alves
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Nos últimos 20 anos os jogos da série Resident Evil estiveram sempre em destaque, os primeiros jogos eram estilo survivor horror e focavam na exploração, mas depois de Resident Evil 4 a série tomou outros rumos e passou a focar mais na ação, o que desagradou muitos fãs mais antigos e com o tempo foi ficando claro que a Capcom teria que tomar novos rumos.

Resident Evil 7: Biohazard possui grandes mudanças, como utilizar visão em primeira pessoa que é algo inédito na série, além de retornar com antigas fórmulas como focar na exploração e no survivor horror. Pode parecer uma mistura estranha, mas basta poucos minutos de jogo para ver que a Capcom acertou em cheio no jogo, que é de longe um dos mais assustadores da série e sem dúvida o mais sangrento.

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

O protagonista do jogo é Ethan Winters, que é um homem comum sem nenhum tipo de treinamento especial, diferente dos outros protagonistas da série. Ele recebe uma misteriosa mensagem da sua esposa, que está desaparecida a 3 anos e presumidamente morta, que o leva para a cidade de Dulvey, onde ele acaba entrando na assustadora casa da família Baker.

Quem jogou a demo deve ter ficado com a impressão que o jogo quase não tem combate, o que não é verdade. Nesse ponto o jogo lembra muito os primeiros jogos da série, com cenários escuros e com corredores apertados, onde aparece algum inimigo quando você menos espera. A munição é limitada, mas na dificuldade normal é uma quantidade boa para que o jogador tenha que economizar, mas sem ficar muito paranoico com isso.

A Mansão Baker é enorme e cheio de construções espalhadas, mas não importa o lugar que você vá, todas elas tem um clima assustador, cheio de corredores estreitos e mal iluminados. Um destaque são os sons ambientes, cheio de ruídos típicos de casas abandonadas mas que te deixam com a impressão de que não está sozinho.

Os inimigos mais comuns são chamados de mofados, são similares aos zumbis da série, afinal são necessários vários disparos para derrotar, mas quando estão sozinhos não chega a ser uma grande ameaça, inclusive não é difícil fugir caso você tenha um pouco de espaço no cenário. O problema é quando tem mais de um mofado na mesma sala, ou quando começam a aparecer novos tipos conforme o jogo progride.

Já os membros da família Baker funcionam como chefes de fase, na grande maioria das vezes em batalhas memoráveis, como você vai ver logo no começo do jogo. Vale lembrar que nem sempre é necessário vencer a luta, algumas vezes é possível fugir e economizar munição.

Minha maior crítica é com o protagonista Ethan, que acaba sendo pouco carismático e marcante, um pouco pela visão em primeira pessoa.

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Os quebra-cabeças também estão presentes, mas não tem como negar que estão mais fáceis do que os dos primeiros jogos da série, que é algo que eu não reclamo pois não gosto dos quebra-cabeças muito complicados.

Outra característica da série que está presente no Resident Evil 7 é ter que revisitar o cenário para pegar itens, assim uma porta que estava trancada se torna acessível após pegar alguma chave especial. Com isso outra estratégia comum nos primeiros jogos da série está de volta, em lugares onde você vai passar apenas uma vez compensa apenas fugir dos inimigos e economizar munição.

Boa parte da história é apresentada através de fitas de vídeo, que são interativas e possuem um papel semelhante aos arquivos dos outros jogos da série, só que de uma maneira muito mais interessante. Quem jogou a demo deve se lembrar da fita sobre a equipe de filmagem que entra na casa.

Para gravar o progresso você utiliza gravadores, que fazem o mesmo papel das máquinas de escrever nos jogos antigos da série, a diferença é que não é necessário pegar nenhum item para poder gravar.

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Screenshot de Resident Evil 7 biohazard

Resident Evil 7 pode não ser exatamente a sequência que os fãs estavam esperando, afinal a visão em primeira pessoa e a pouca conexão com a série podem frustrar, mas não tem como negar que é um excelente jogo e possui muita personalidade. Prepare-se para tomar muitos sustos, e andar muito pela mansão da família Baker. O jogo possui legendas em Português do Brasil e a tradução foi muito bem feita, não perdendo nenhum detalhe de sotaque e gíria.

Bem-vindo à família!

Nota: 5/5
Prós: Ótima ambientação e cenários assustadores, batalhas contra chefes são excelentes, Quebra cabeças estão de volta, traduzido para Português.
Contras: Possui pouca ligação com o resto da série e parece um jogo à parte, protagonista sem personalidade.


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